19 de abril de 2010

Bucolismo

Aqui ficam uns apontamentos para um fim-de-semana distraído do ruído da cidade.

Um almoço volante em Borough Market



















Se alguém me tivesse explicado o que era realmente este mercado, tenho a certeza que poucos teriam sido os sábados até hoje em que não acabaria por ir lá parar. Num dia de sol – então – é paragem obrigatória. Desde as iguarias mais exóticas, aos queijos, aos produtos orgânicos, às ostras maravilhosas vendidas à unidade, aos sumos naturais, ao live cooking – é possível provar uma coisinha aqui e outra ali antes de fazer a aposta no top 10 ou então fazer por esquecer a culpa da gula e ir andando, andando até não aguentar mais. Mais aqui.

Um passeio pelo canal (Regent's Canal)


Se me vendassem os olhos e me despejassem ali – eu nunca diria que estava mesmo em Londres. Um curso de água serpenteante emoldurado por casas fantásticas com acesso directo ao canal e alguns barcos casa atracados ao acaso por ali trazem-me à memoria uma Amesterdão que visitei há tantos anos atrás. Ao longe – algumas pessoas deixam-se ficar entregues ao silêncio preguiçoso daquela tarde quente enquanto imaginamos divertidos como seria viver ali onde se esconde o tempo e vestir a pele de uma vida errante…

Um piquenique no parque


Os domingos foram inventados para isto mesmo – comer, dormir e descansar de comer e dormir. Juntem a isso um imenso tapete verde, o som de uma guitarra a trautear uma música vaga qualquer, uma aragem fresca com o aroma das primeiras flores da Primavera e uns petiscos deliciosos ali à mão de semear e conseguem ter uma ideia do que é um piquenique em Regent's Park num domingo de sol.

A cinza e os dias

Foram dias fantásticos de passeio, de jantares demorados, de conversas há tanto tempo adiadas e um sol quente a dar um cheirinho de Verão, mas uma nuvem invisível de cinzas acabou por ensombrar as coisas boas que a F., a A. e o T. certamente terão para recordar desta cidade. É fácil ouvir nas notícias que um vulcão de nome impronunciável está a causar o caos na Europa, mas difícil aceitar quando o mundo afinal se torna grande demais.

14 de abril de 2010

Esta semana tenho cá três amigos especiais. Tê-los a abancar no sofá, as malas deles espalhadas pelo meu quarto, sair de manhã apressada para trabalhar e "deixá-los" emprestados ao "meu" mundo, sair a correr do escritório com um sentimento de clandestinidade para tentar encontrá-los ainda sob o sol morno do fim de tarde, passar todo o dia a tentar adivinhar o que andarão a fazer – está a dar-me um gozo enorme, nem podem imaginar.

12 de abril de 2010

Contabilidade do último fds

  • Premio desilusão mais desilusão não há

Favela Chic

O problema de quando se fala muito de uma coisa, é que a expectativa ganha proporções tão grandes que muito dificilmente a coisa não descamba em desilusão. Este sitio foi mais uma prova de que é mesmo assim.
Nota dez para a decoração que está super criativa, mas nota negativa para a música. Ouvi mais musiquinhas caribenhas do século passado do que músicas brasileiras - e as que ainda passaram - eram tão fraquinhas que se dispensava. Depois é o problema da caipirinha, servida ao paladar dos ingleses – doce que não se podia – dois copos depois estava em ponto rebuçado. Ainda jantamos lá – o que completou o ramalhete – jantei a moqueca mais fraquinha do que alguma vez consegui na vida, mas ao dobro do preço de todas as outras melhores.
Conclusão – o sitio é pequeno, janta-se mal, a musica não deslumbra e é caro. Pode ser que tenha tido azar com a noite (todos os sitios têm os seus dias maus), mas não fiquei com muita vontade de voltar.

  • Prémio BBB da semana


  
Ali não há cá lérias - chegas, sentas, escolhes rápido, comes e bazas que já se faz tarde. Pagas pouco, vês gente gira e estas no coração do Soho. Acham que chega de bons motivos?

  •  Prémio música de jeito


Não é nada de especial. Mas ouvi musica fixe e dancei com vontade como já não dançava há muito tempo! Agradecem-se DJ's que não inventem!

11 de abril de 2010

Irving Penn



Woody Allen as Charlie Chaplin (1972)

Pablo Picasso (1957)

Truman Capote (1948)

Ballet Society (1948)

"Sensitive people faced with the prospect of a camera portrait put on a face they think is one they would like to show the world... very often what lies behind the façade is rare and more wonderful than the subject  knows or darres to believe." I. Penn

"In portrait photography there is something more profound we seek inside a  person, while being painfully aware that a limitation of our medium is that the inside is recordable only in so far as it is apparent on the outside." I.Penn

Parte da tarde deste sábado foi passada na National Portrait Gallery, e as fotografias acima foram algumas das que vi. Esta é uma exposição do Irving Penn que estará patente até 6 de Junho e - para quem goste de fotografia - merece bem uma visita.
Impressionantes retratos que nos transportam para aquele interior de que nos fala   Sr. Penn  na citação acima, de gente tão díspar e carismática. Desde Christian Dior, a Dalì, passando por Balthus, The Duchess of Windsor (que soubemos, ali mesmo - contado pela boca de um Inglês que  apreciava maravilhado a imagem tão forte da senhora - ter sido a protagonista da história de amor mais curiosa do país, com o Rei Edward VII, a qual conduziu a uma crise na sucessão ao trono), Dietrich, Hepburn, Bergman - são imagens que cruzam os tempos de 1940 a 2007. E podem sempre dar um salto à National Gallery que fica mesmo ali ao lado.
E depois de uma lavagem cultural, nada como subir ao último andar do edifício para mimar a alma e - numa sala com uma vista espectacular sobre a cidade - tomar o verdadeiro afternoon tea (com todos os acompanhamentos a que tem direito - sandezinhas deliciosas, scones, cookies, bolo de cenoura, e... o resto deixo para vocês descobrirem).
Uffa, cidade esta. Sempre com alguma coisa nova ao virar da esquina para nos surpreender.

LL

8 de abril de 2010

Hat trick

A minha complexa rotina matinal começa no momento em que ponho o pé na rua até ao momento em que entro no elevador em Canary Wharf – ao todo 35/45 minutos de hábeis manobras, ultrapassagens engenhosas e posicionamentos estratégicos, tudo feito automaticamente ao segundo certo. Dois meses e tal depois aposto que conseguia fazer tudo de olhos fechados.
Depois de descer a rua até ao metro posiciono-me no lado certo do passeio para conseguir agarrar das mãos do senhor que distribui as publicações gratuitas diárias à porta da estacão, o meu exemplar. Um desvio de centímetros pode custar-me muitos encontrões e caras feias – são centenas de pessoas a tentar entrar e sair por uma mesma porta, não se esqueçam - o que pode ser uma forma de começar logo mal o dia e um péssimo pressagio para os desafios que se seguem. Descer as escadas a correr para apanhar o primeiro (de três!) metro, que a maior parte das vezes está mesmo a chegar. Tentar começar a ler o jornal – esta linha é mais desanuviada do que a seguinte, por isso tento dar um adianto e matar as principais notícias logo ali. Duas estações depois, voltar descer escadas, percorrer corredores apinhados de gente e entrar na pior linha de toda a rede de metro – a Northern Line (uhhhh, medoooo). Aqui, conseguir entrar na carruagem exige o seu quê de perseverança, cara podre, lata e um bocadinho de força. Depois de um empurrão certeiro e decidido, lá consigo entrar num comboio que – sem excepção – vem com a lotação esgotada já desde o momento em que parou na primeira estação. Completamente encurralada e espremida, lá consigo pôr um olhinho no jornal, mas também já sei que não consigo ir além de umas imagens e (no máximo!) as respectivas legendas. Uma paragem depois, descer mais escadas, mais corredores e entrar no momento mais confortável da minha viagem – o DLR, ou mais conhecido como comboio_maravilha_que_vai_à_superfície_e_tem_quase_sempre_lugar_sentado. Doze minutos depois cheguei ao destino.
Hoje lembrei-me de vos descrever isto pois foi um dia inédito – consegui o hat trick com a proeza de barrar as portas dos três comboios em que entrei. Sabem aquela história que eles estão sempre a repetir nos altifalantes das estações
"stand clear the doors please!"
pois isso mesmo! - aquilo que eu consegui não fazer hoje nas três oportunidades que tive. Não nasci para ser britânica, está visto.

LL

6 de abril de 2010

Depois das imagens...

Partimos de manhã cedo, de comboio – como convém para quem quer ficar com uma visão de conjunto deste país. Vamos furando por entre a paisagem bucólica e plana Inglesa e intercalando com algumas cidades pontuadas de chaminés altas e construção escura e austera. Viaja connosco um sem número de gente em espírito de férias - alguns começam a abrir garrafas de champanhe às dez da manhã, outros bebem divertidos, no meio da carruagem, cervejas que trouxeram em packs não fosse dar-se o caso de se esgotar o stock do bar do comboio. Uma viagem animada como devem imaginar.
Entramos na Escócia quatro horas depois, onde a paisagem começa a ganhar mais relevo e os campos verdes começam a pintalgar-se de manchas brancas de carneiros e ovelhas, sob um sol pálido como é habitual por cá – mas simpático e hospitaleiro. Vamos mesmo rente ao mar do Norte e conseguimos ver o desenho irregular de uma costa sinuosa pintada de verde onde pessoas passeiam os seus cães com um ar sereno e feliz.
Finalmente Edimburgo. A estação de comboios é mesmo no centro da cidade, por isso chegar de comboio a Edimburgo, é entrar pela "porta" principal com vista privilegiada da cidade e "aterrar" no sopé do castelo.
A sensação que tive nos primeiros momentos em Edimburgo, foi a de nunca ter estado numa cidade parecida. Uma cidade pintada de tons escuros construída num vale, ladeada pelo Mar do Norte e por montanhas nevadas. O castelo merece bem o titulo de "jóia da coroa" – pela sua imponência, pela importância histórica, pela forma exímia como os escoceses o preservam e dinamizam. Para além disso, uma data de coisas para visitar, uma zona histórica muito arranjadinha, alguns pubs engraçados - tudo se vê calmamente em dois dias. Ficámos num hotel simpático e central, um bom sitio caso estejam a pensar fazer uma city break por ali (http://www.edinburgharchitecture.co.uk/point_hotel.htm).
No terceiro dia lançámo-nos à descoberta das Scottish Highlands. Foram 700 km de Edimburgo a Inverness, passando por Glen Coe, (http://en.wikipedia.org/wiki/Glen_Coe), Perth, Callander, Loch Lochy, Loch Lomond, Loch Ness, Loch Rannoch, Blair Castle (http://www.blair-castle.co.uk/), Stirling Castle (http://www.stirlingcastle.gov.uk/). Paisagens de tirar o fôlego que mereciam uma visita com mais tempo, para explorar devagar. Valeu-nos um dia fantástico de sol (muito, muito raro por aquelas bandas) que permitiu desfrutar da vista ao máximo e tirar o melhor partido de tudo – como poder fazer um passeio de barco no Loch Ness!
Sem dúvida, um destino a incluir na lista!

5 de abril de 2010

A Escócia vista pelos nossos olhos

algumas imagens daquilo que vimos (as descrições vêm amanhã - prometo)

A "jóia da coroa" de Edimburgo - o Castelo

Revolução industrial - a cidade das chaminés


Uma cidade romântica


Quando o sol se abate sobre a cidade



quando o sol se abate sobre a cidade II



Música por todo o lado!


Pelas terras altas da Escócia - o Hammish!


Pelas terras altas da Escócia - paisagens impressionantes palcos de grandes batalhas

Pelas terras altas da Escócia - Loch Ness


LL

31 de março de 2010

Easter Break

Os ingleses não têm muito jeito para fazer conversa de ocasião. Dentro das quatro paredes do escritório toda a gente pergunta a mesma coisa a toda a gente - "Are you busy today?". Desde colegas, à empregada do restaurante, à senhora das fotocopias, à empregada do cabeleireiro. E embora ninguém esteja interessado se estás ou não ocupado, se tens ido jantar e dormir a casa, a coisa dá para uns minutinhos de conversa sensaborona, o suficiente para o elevador descer os vinte e tal andares e te devolver ao mundo real ou para arranjares qualquer coisa para ler que te justifique não teres que deitar conversa fora. Esta semana a coisa evoluiu um pouco e – loucura!! – de repente a moda é perguntar onde se vai passar a Páscoa. Repeti tantas vezes o programa – em versão extensa, em versão despacha, em versão mete-te_na_tua_vida – que ate eu estou confusa com o que realmente vou fazer!

Mas os bilhetes de comboio não enganam: vamos para Edimburgo&arredores, passar uma Páscoa diferente!

Prometo voltar na próxima semana com novidades.

Ate lá!

Mais um


Ontem o jantar foi aqui - DimT – garanto-vos – a vista não é apenas uma montagem! No prato mais do mesmo, mas este sitio vale mesmo pelo passeio até lá e pelo ambiente. Mais um BBB para a lista!

29 de março de 2010

Um domingo


O dia de ontem convidou a um passeio sem rumo nem destino, guiados por um sol pálido e pelo movimento serpenteante de pessoas sorridentes trazendo crianças brancas e loirinhas pela mão. Começámos pelo Regent's Park e acabámos no ponto mais alto de Primrose Hill, com uma vista fantástica sobre a cidade. Hei-de lá voltar quando o clima prometer um pôr-do-sol em tons rosa, daqueles tão serenos quanto inquietantes.

26 de março de 2010

Eu gostava de deixar aqui algo de inspirador para o fim-de-semana mas só me ocorre dizer que tenho muito sono! A última vez que jantei em casa foi na passada segunda-feira e - não estou certa – mas acho que a última vez que me sentei no meu sofá foi aí há uns dez dias. As expectativas para os próximos dias não são criar muitas raízes em casa pelo menos até domingo! Isto para vos dizer que é tudo muito bonito, mas o corpo é que paga. De qualquer maneira isto passa e logo ao fim da tarde as linhas de metro hão-de ir dar a todo o lado, menos a casa!

Divirtam-se!

24 de março de 2010

West End

Ontem alinhei pela primeira vez numa ida a um musical. Sempre fugi a esse tipo de programa enquanto turista em Londres por ter a cabeça cheia de preconceitos anti turismo de massa e ter aversão a enchentes de malta de mapa no bolso e sapatilha no pé. Que pena.
Ontem diverti-me imenso no Mamma Mia e não só fiquei com vontade de ver todos os outros musicais das portas ao lado, como senti pena daqueles que não vi. Quem esteja a pensar vir ver um musical (e seja novato nestas coisas como eu) pode ficar satisfeito com esta escolha, mas os actores/cantores não cantam tão maravilhosamente como eu estava à espera e acho que posso (do alto do meu desconhecimento de técnica vocal) arriscar dizer até que todos os homens do elenco cantavam tão bem como uma cana rachada. Compensou o facto de ser um musical divertido com a historia gira que se conhece e tornar-se irresistível ao fim de 5 minutos começar a cantarolar com eles os sucessos dos ABBA e dançar disfarçadamente na cadeira!

23 de março de 2010

E ainda...

E porque o fim-de-semana não se limitou pelo charme a Este, aqui vão mais uns relatos da maratona sob a forma de dicazinhas:

Sexta-feira jantámos no Barrafina, um restaurante espanhol de tapas. Até aqui tudo bem. A particularidade deste sitio é a exiguidade do espaço e a ausência de mesas, pelo que toda a gente se senta ao balcão e janta com o nariz em cima dos cozinheiros e da grelha onde se preparam os mais variados mariscos que tornaram este restaurante mais um item da longa lista de must go restaurants. Ora, se à partida estes parecem ser motivos fortes para não valer a pena a visita, a verdade é que são precisamente esses que justificam longas filas de gente à porta. Depois de se chegar ao balcão (coisa que invariavelmente demora o seu tempo, por motivos óbvios) ai começa o filme. É difícil fugir à conversinha de ocasião com quem se senta ao nosso lado, quanto mais não seja porque passamos o jantar todo a dar umas cotoveladas inadvertidas e porque há sempre forma de nos apanharem na curva, tipo perguntar se o prato que escolhemos está bom. Na nossa rifa saiu um casal (ou casal to be), ele Libanês, ela Japonesa que estavam muito interessados em saber que língua falávamos nós tão alegremente. Daí acabámos por saber onde trabalhavam, onde viviam e que ela afinal não só queria à forca toda casar com um homem Português, como já tinha tido dois affaires nacionais. O que valeu mesmo foi sermos abordadas apenas no café, senão saberíamos muito mais.

Domingo foi dia de ser romano em Roma e almoçar num pub ao lado de minha casa. Fomos ao The Eagle, que vende caldo verde e "beef Ana" e tem uma águia pendurada na parede. Se o gajo do balcão tivesse bigode (barrigudo já ele era) e vendessem arroz de frango, ia jurar que aquilo era uma sede disfarçada do benfica.

20 de março de 2010

Charme a Este


Gostar de East London não é óbvio, mas inevitável. O que lhe falta em casas arranjadinhas e pintadas de branco e cores creme, em ruas impecavelmente limpas e ornamentadas de carros topo de gama, em senhoras inglesas distintas a passearem os seus poodle, em lojas selectas e caras, sobeja-lhe na pinta das galerias, no estilo dos transeutes, no surpreendente que pode ser virar cada esquina e dar de caras com uma realidade a cada passo distinta – melhor ou pior – mas com personalidade. A dicotomia entre East e West London pode assemelhar-se à diferença entre o prazer monótono em contemplar uma mulher de etérea beleza e o desafio empolgante de amar uma mulher com defeitos surpreendentemente intrigantes. East London pode ser sujo, pode cheirar a kebab, mas tem charme. E cada dia tenho mais certeza que não poderia viver noutro sitio senão em East London.

A chuva miudinha de sábado de manhã não me demoveu de explorar um pouco mais do meu bairro - a pé - como se deve conhecer esta cidade. Esqueçam andar de metro de um lado para o outro se querem descobrir e ser descobertos por esta cidade. Comecei por Exmouth Maket (http://www.exmouth-market.com/), uma rua não muito extensa mas com lojas, cafés e restaurantes, porta_sim_porta_sim. O dia não convidava à esplanada, mas segundo quem cá vive há mais tempo, esta pequena rua nos dias amenos de sol consegue reunir enchentes e ser um sitio muito agradável para ver a banda a passar. Fica a 5 minutos da minha casa, o que é bom.
Dali partimos (entretanto acompanhada de uma amiga que encontrei por ali) para Brunswick, uma espécie que centro comercial ao ar livre, que vale uma visita ao sábado, dia em que se reúnem ali barraquinhas com petiscos de todos os países do mundo e onde se podem experimentar iguarias a preços simpáticos nos intervalos entre as lojas. Portugal estava lá representado e com uma barraquinha muito concorrida, por sinal.
A tarde foi dedicada a admirar diamantes e outras jóias da coroa na Tower of London, qual turista entre turistas. Vale a pena uma visita com tempo, para ler sobre todos os segredos guardados naquelas torres, circundadas pelos corvos que ali habitam e alimentam a lenda.
O sábado termina ainda a Este, com um jantar&saída no Hoxton Square Bar and Kitchen (http://www.hoxtonsquarebar.com/), boa música, boa conversa, bom espírito!
LL

18 de março de 2010

Ping Pong

Eu imagino que já andem todos enjoadinhos até aos olhos de me ouvir falar de jantares, restaurantes, comida, comida... Mas ela não faz mais nada do que andar a comer a toda a hora?? Aguentem lá, afinal são só duas vezes ao dia e nem sempre vale a pena o registo para memória futura! E toca a apontar mais este na vossa listinha de sítios obrigatórios BBB na próxima visita à cidade do Tamisa - Ping Pong -
ora, a minha boquinha bem que andava enganadinha a achar que conhecia (quase) tudo o que havia de jeito para trincar... e não é que coisinhas como estas, com este ar estranho e nome igualmente exótico (dim sum) me tinham passado ao lado??
Ponham-se mas é no primeiro voo em conta e dêem um saltinho a esta cidade - acreditem - fome não levam daqui!

LL

17 de março de 2010

Delegação Portuguesa


A delegação portuguesa responsável por eu estar em Londres aterrou cá hoje e andará por aqui durante os próximos 2 dias. Até lá sinto-me como a menina do colégio a apresentar os pais aos colegas por ocasião da festa de Natal.

Hoje jantámos num restaurante chinês galardoado com uma estrela michelin, o
Hakkasan http://www.hakkasan.com/
e percebi que num restaurante aconselhado em todos os guias como paragem obrigatória para verdadeiros fãs de gastronomia de top, nenhum pormenor pode ser deixado ao acaso: uma refeição absolutamente indescritível, um verdadeiro desafio ao paladar mais atento, uma surpresa em cada prato, uma festa de sabores e de cheiros. Um ambiente intimista, eu diria até que de certo modo intrigante, salas comodamente escurecidas e um aroma intenso a sândalo, um serviço irrepreensível.

Quando a carteira pesar e o paladar mais exigente chamar - sem dúvida - um sítio a visitar.

LL

Lunchtime concert II


O concerto de hoje teve um sabor especial. Para além de proporcionar uma vista fantástica do 30º sobre a cidade, foram advogados e a professora de piano da casa que interpretaram Beethoven, Bach, Liszt, Schubert e outros.

St Patricks Day


Hoje é St Patrick's Day, o dia em que se usa verde, se bebe Guinness e se celebra o padroeiro dos Irlandeses também em Inglaterra.
LL

16 de março de 2010

À mesa vietnamita

Ontem foi dia de comida vietnamita neste restaurante BBB - Pho
Fica a 5 minutos a pé de minha casa, por isso prevejo que venha a tornar-se uma espécie de cantina na zona.
LL
 
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