Faltam 500 dias para os Jogos Olímpicos e à parte as polémicas envolvidas (pensei que era só em PT que estas organizações davam barraca) celebrou-se com fogo-de-artifício na BT Tower. Estava eu no tapete a correr quando a BBC prometeu passar o feito em directo mas os 15 minutos a mais que corri para esperar pelo feito não valeram a pena – o espectáculo foi pobrezinho, passou num ápice e o nevoeiro não ajudou. Até o Jardim sabe fazer melhor lá na ilha. Acho que não fui só eu que fiquei de boca aberta – era ver as caras de desilusão dos VIP que lá tiveram que fazer o frete de ir ao Gherkin e beber uns copos à pala da organização para ver a coisa de perto.
15 de março de 2011
11 de março de 2011
Seremos mesmo iguais?
Esta noite vou estar aqui - um tributo feminino ainda no rescaldo do dia da mulher. O mote é "Equals" – para não fugir à regra de que sempre que se fala da Mulher, discute-se a (des)igualdade. Eu não sei o que vocês acham mas olhando à minha volta não vejo igualdade – vejo mais e melhores mulheres!
Bom fim-de-semana
9 de março de 2011
Pancake day
Ontem toda a gente falava do dia da mulher mas ninguém se lembrou que também era o dia da panqueca. E se o dia da mulher não me faz ir daqui ali, já pela panqueca sou capaz de bem mais. Vai daí trocámos a sessão de ginásio e voamos a South Kensignton para uma escandinava no Madsen. Nada como arranjar motivos para celebrar!
7 de março de 2011
Carnaval, qual Carnaval?
É triste mas é verdade, aqui tudo se passa como se o Carnaval não existisse. Mas também pudera: só de imaginar ver uma bifa (daquelas branquelas e quadradonas que andam com a perna aberta) a dançar samba até me doem os olhos. Deixem lá isso, Carnaval é para quem tem salero.
New beginning
Seria muito injusto eu dizer que algum dia estive mal neste escritório, mas desculpem-me lá – estar junto à janela com uma vista brutal sobre a cidade e o sol ameno de primavera a aquecer-me a pele é mil vezes melhor. Tenho numa nova roomate, desfiz-me da papelada desnecessária (e tanta que eu já tinha reunido...) e arrumei tudo bonitinho nos seus lugares – estou pronta para um novo começo!
4 de março de 2011
Nightjar
Eles dizem que a sua inspiração vem do tempo em que a música ao vivo fazia parte de uma boa noite de copos. Eu diria que eles ainda não saíram desse tempo, pois um bom lanço de escadas e uma porta depois, entrar neste bar é como viajar uns bons anos para trás. Imaginem o que é estar numa rua cheia de lojinhas de kebab, apinhada de gente e ruído de carros a passar e de repente ir dar a um bar escuro numa cave, uma tipa com um ar assustador e voz translúcida a cantar Jazz acompanhada por um pianista com trejeitos de cientista louco, gente vestida com inspiração cabaré, cocktails com aspecto exuberante a passar. Sentamo-nos numa mesinha com uma velinha e uma jarra ridícula com dois cravos vermelhos e olhamos em redor – não há volta a dar: esta cidade há-de ter sempre algo mais para nos surpreender.
3 de março de 2011
Black Swan
Entrei com muitas expectativas (por aqui a ida ao cinema é mais rara, por isso objecto sempre de emoção adicional) e saí com uma sensação de vazio. Imagino o trabalho que esteve por trás da construção daquela personagem mas sinceramente isso só por si não chegou para eu gostar do filme (fazendo a ressalva da minha ignorância em relação ao tema). Se estava à espera se algo surpreendente acabei por deparar-me com um conjunto de lugares comuns, um enredo meio atabalhoado e um final enfiado à pressão numa história que já não tinha nada a dar. Da próxima espero acertar.
25 de fevereiro de 2011
A falta que faz um abraço
Embora já viva nesta ilha para lá de 13 meses, ainda não me habituei a que cinzento não é apenas o céu, é também o modo das pessoas manifestarem os seus sentimentos. Sinto falta dos beijinhos para aqui e para acolá, sinto falta do pequeno toque no braço, do braço amigo por cima do ombro. Sinto falta dos abraços e do calor latino. E hoje foi estranho despedir-me de alguém por quem criei muita simpatia sem saber se algum dia a voltarei a ver, e não lhe poder dar um abraço.
24 de fevereiro de 2011
Gosto.
de acordar com aquela luz ténue a entrar-me pelo quarto
de sair do banho com o cheirinho do gel de banho de menta na pele
do meu momento muesli com leite quente que me traz memórias da infância
de receber emails dos amigos e saber que se lembram de mim
de um bom motivo para uma gargalhada a meio do dia
de me cruzar com gente simpática e sorridente no corredor
de receber aqueles telefonemas da hora de almoço e do fim do dia
de carregar na tecla send
da sensação de cansaço e suor depois de uma hora de spinning
de olhar para o relógio à saída e o ponteiro ainda não marcar os ¾
de tocar com os meus pés na alcatifa e sentir que estou a casa.
Gosto dos meus dias. E isso faz de mim uma pessoa feliz.
22 de fevereiro de 2011
Pix
Não era uma sexta-feira como outra qualquer. E por isso escolhemos com redobrado cuidado o restaurante. Havia de ser um sítio com boas vibes e um descontraído com quelque chose. A escolha pendeu para Notting Hill, mas valeu a pena atravessar a cidade para encontrar exactamente o que estávamos à procura. Escolhemos um vinho do meio da lista e desfrutamos com calma as tapas refinadas ao som de música da moda, rodeados de gente com aquele ar descuidado de quem passou pelo menos duas horas ao espelho. Por isso, ninguém repara em nós , ali sentados a um canto com um ar tão normal e feliz. Mas há dias assim, em que sabe bem passar despercebido. Um restaurante a visitar!
21 de fevereiro de 2011
16 de fevereiro de 2011
O ano chinês
O começo do ano chinês deu-me uma nova oportunidade de cumprir à risca as minhas ambiciosas resoluções de ano novo. Este sábado já dei conta do capitulo dedicado a "correr em Regent's Park todos os fins-de-semana", e de tal modo que ainda hoje são como facas a espetar-me nas pernas cada tentativa de ensaiar um movimento que implique mexer-me. Próximo sábado quem quiser encontrar-me é aparecer no parque cheio de força para me apanhar!
14 de fevereiro de 2011
L'amour
Sabrás que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.
Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.
Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.
Mi amor tiene dos vidas para armarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.
Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.
Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.
Mi amor tiene dos vidas para armarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.
in Cien Sonetos de amor
Pablo Neruda
Pablo Neruda
11 de fevereiro de 2011
Postal dos correios
Chegou-me esta semana ao escritório uma encomenda simpática – duas garrafas de Porto e duas de bom tinto Português. Supostamente eram para oferecer mas como na minha terra se diz qualquer coisa sobre quem parte e reparte e não fica com a melhor parte…. Decidi oferecer uma e ficar com as outras três. Um acordo justo, acho eu!
10 de fevereiro de 2011
Frases Nicola
Há dias que mudam a nossa vida.
PS: aos que me pedem para não falar por códigos, eu prometo que explico.
9 de fevereiro de 2011
Um passeio ao domingo
A minha primeira road trip no UK aconteceu este domingo. Ao bom estilo português, escolhemos o dia certo para passeata domingueira, só nos esquecemos das pataniscas e dos rissóis em casa. Estávamos a arrancar de Londres 1 hora depois da marcada (espero que nenhum dos meus companheiros de viagem leia isto, pois só cá entre nós, a razão foi o meu atraso de 45 minutos) e nos 10 minutos a seguir parávamos na primeira estacão de serviço, mas duas horas e qualquer coisa depois lá chegávamos nós a Bath a tempo de visitar as termas Romanas - o must go lá do sitio. E nem as míseras 4 ou 5 horas de sono da noite anterior me roubaram as forças para palmilhar as ruas arranjadinhas e turísticas do pequeno centro da cidade que a tornam num postal turístico. Tempo ainda para um almoço demorado num pub engraçado (esqueci-me de reparar no nome, ando a perder qualidades), mas pouco tempo depois os imperativos do horário de Inverno e do futebol ditavam o nosso regresso apressado a casa. Um passeio domingueiro feliz, a repetir!
8 de fevereiro de 2011
Hurray!
Depois de meses a fio hoje está um lindo dia de sol na ilha. Não consigo pensar noutra coisa senão inventar uma desculpa para fugir daqui e ir beber um copo de vinho branco fresquinho à beira rio. A isto chama-se saudades do Verão.
4 de fevereiro de 2011
This week
Por vezes não há muito mais a dizer sobre uma semana quando ela se resume a isto:
Matar saudades de Lisboa à Segunda-feira com direito a passeio por Sintra e almoço à beira rio. Já nem me lembrava o que era a necessidade de usar óculos de sol (um paradoxo nesta ilha sombria). Viver e sentir Lisboa de uma forma diferente, e ser feliz a sentir diferente.
Regressar Terça-feira a Londres, com 4 horas de sono em cima e encontrar o mundo feito em pedaços na minha inbox.
Perder o Cirque du Soleil à Quarta-feira e ver as horas a passar sentada a esta secretária enquanto me vêm à cabeça chinesinhos magrinhos e pequeninos com flexibilidade de borracha a fazerem mil maravilhas feitos malucos no RAH.
Relembrar que a vida não é tão difícil assim à Quinta-feira entre um copo e outro de Moët & Chandon aqui.
Chegar à Sexta-feira de rastos. Pois, não existem milagres.
27 de janeiro de 2011
Um passeio pela linha média do globo
A vontade sôfrega de explorar esta cidade tem começado a adormecer com o tempo e com o sentimento crescente de que estou em "casa" e aos poucos vou preferindo ir aos sítios que conheço e que sei que não me vão causar surpresas desagradáveis. Mas a recente visita dos progenitores obrigou-me a puxar pela imaginação para tornar esta cidade interessante para turistas que já cá estiveram pelo menos mais de uma mão cheia de vezes. Metemo-nos no metro pela fresquinha e 20 minutos depois chegávamos a Greenwich, a qual deu nome àquela linha imaginária que estudávamos na escola e que eu também me lembro de uma vez ter visto marcada no chão ali algures em Espanha - coisa que não sei se me trará alguma espécie de fortuna eterna, pois, passar duas vezes pela respectiva linha há-de querer dizer alguma coisa. Mas voltando a Greenwich: a linha está lá sim senhora, e também estão um museu interessante sobre o tempo, um manto verde fantástico para uns piqueniques quando o calor aparecer por esta terra e uma vista fantástica sobre… o meu escritório. Podia ser sobre coisa mais emblemática, é certo, mas ainda assim sabe sempre bem ver o escritório (ao) longe durante o fim-de-semana.
26 de janeiro de 2011
Os dilemas de LL
Voltou o frenesimzinho laboral do qual estou sempre a queixar-me mas sem o qual não sei viver. É uma espécie de atracção para o abismo esta minha capacidade de dizer que "sim" a tudo e depois descobrir que 24h por dia afinal não chegam para eu concretizar o sonho de um dia vir a ser Super-Mulher e porem-me aqui uma estátua à porta. Só por isso ainda não vim cá com tempo e modos contar-vos as últimas incursões pela linha do tempo médio em Greenwich, nem as descobertas recentes de live music em Chalk Farm e ali à volta.
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