Ela insistiu. Nós ainda nos fizemos de caros e ponderámos recusar o convite. Dizem que é muita gente, muita animação, espectáculos, música, teatro… enfim, uma verdadeira chatice. Vamos lá fazer o frete só porque afinal a minha missão também inclui lançar charme para as monarquias vizinhas. Por isso podem mandar avisar a Rainha que vamos chegar amanhã, ainda a tempo para jantar. E espero na sexta-feira estar a beber algo espirituoso num destes enquanto brindo à sua saudinha. Bem-haja a todos e boas férias para mim.
28 de abril de 2010
27 de abril de 2010
Em Roma sê Romano (ainda que não vejas grande motivo para o ser)
Fiquei indecisa se não deveria chamar a isto uma constatação. Constatação de que podemos ter uma cabecinha muito sã, muito sã, mas depois de um certo tempo a levar com a cultura do absurdo, corremos o rico do absurdo passar a fazer-nos sentido.
A minha questão é mesmo esta – não sei como hei-de adjectivá-la: histérica, croma, totó, estúpida? – mania institucionalizada de cada um almoçar à sua secretária - qual ser errante, infeliz, solitário e eternamente atolado até aos olhos de trabalho. Até quase que dá para ter pena. Mas não. Vai-se a ver e estão no facebook a postar qualquer coisa que os faça sentir super sociais e sociáveis ou a twittar qualquer pensamento inútil. Só se compreende que este seja um processo de "desaprendizagem" a estar e a ter um motivo de conversa que desperte interesse nos outros mais de 30 segundos (mais ou menos o tempo que demora o elevador a chegar ao 25°) ou rectificando – mais de 30 segundos sem umas boas pints no bucho. Deve fazer parte, depois de uns anos a trabalhar, perderem-se certas faculdades menos_habilitantes_para _um _exercicio_paranoico_do_trabalho.No outro dia ouvi uma colega a justificar a outra que almoçava todos os dias na secretaria não porque tivesse sempre muito trabalho, mas porque lhe custava estar "mais de 10 minutos longe dos papeis e do email". No comments.
Ainda que recuse aceitar que não encontraria bons motivos para uma boa conversa numa esplanada num dia de sol como o de hoje, o certo é que optei por ficar aqui, a escrever sobre o absurdo que é almoçar aqui. Vou mas é rapidamente lá baixo beber um café a sério e fumar um bom cigarro, para tentar salvar os (bons) hábitos lusos que ainda me restam.
A minha questão é mesmo esta – não sei como hei-de adjectivá-la: histérica, croma, totó, estúpida? – mania institucionalizada de cada um almoçar à sua secretária - qual ser errante, infeliz, solitário e eternamente atolado até aos olhos de trabalho. Até quase que dá para ter pena. Mas não. Vai-se a ver e estão no facebook a postar qualquer coisa que os faça sentir super sociais e sociáveis ou a twittar qualquer pensamento inútil. Só se compreende que este seja um processo de "desaprendizagem" a estar e a ter um motivo de conversa que desperte interesse nos outros mais de 30 segundos (mais ou menos o tempo que demora o elevador a chegar ao 25°) ou rectificando – mais de 30 segundos sem umas boas pints no bucho. Deve fazer parte, depois de uns anos a trabalhar, perderem-se certas faculdades menos_habilitantes_para _um _exercicio_paranoico_do_trabalho.No outro dia ouvi uma colega a justificar a outra que almoçava todos os dias na secretaria não porque tivesse sempre muito trabalho, mas porque lhe custava estar "mais de 10 minutos longe dos papeis e do email". No comments.
Ainda que recuse aceitar que não encontraria bons motivos para uma boa conversa numa esplanada num dia de sol como o de hoje, o certo é que optei por ficar aqui, a escrever sobre o absurdo que é almoçar aqui. Vou mas é rapidamente lá baixo beber um café a sério e fumar um bom cigarro, para tentar salvar os (bons) hábitos lusos que ainda me restam.
23 de abril de 2010
Missão suspensa para balanço
Isto por aqui tem andado muito fraquinho. Os meus amigos devem andar mais a banhos pela Costa da Caparica do que pela blogosfera. Sendo assim vou inspirar-me para a cidade à beira Tejo e volto já.
Bom fim-de-semana
Bom fim-de-semana
21 de abril de 2010
Run Forrest! Run!
Começámos hoje – levantar da cadeira à hora combinada sharp, trocar de roupa rapidamente, descer os 25 pisos e respirar fundo antes de começar a correr. Depois, percorrer o passeio que se estende ao longo do canal até Limehouse e descobrir um mundo literalmente novo fora daquelas quatro paredes. Um sol maravilhoso a cair lentamente sobre as águas calmas do canal e - de ruído - apenas passos de quem nos acompanha na corrida e pedregulhos a crepitar cada vez que passa uma bicicleta. De porta a porta são quarenta e cinco minutos, de puro bem-estar. Ganhei um aninho de vida e prometi repetir a dose duas vezes por semana!
Limehouse
19 de abril de 2010
Bucolismo
Aqui ficam uns apontamentos para um fim-de-semana distraído do ruído da cidade.
Se me vendassem os olhos e me despejassem ali – eu nunca diria que estava mesmo em Londres. Um curso de água serpenteante emoldurado por casas fantásticas com acesso directo ao canal e alguns barcos casa atracados ao acaso por ali trazem-me à memoria uma Amesterdão que visitei há tantos anos atrás. Ao longe – algumas pessoas deixam-se ficar entregues ao silêncio preguiçoso daquela tarde quente enquanto imaginamos divertidos como seria viver ali onde se esconde o tempo e vestir a pele de uma vida errante…
Os domingos foram inventados para isto mesmo – comer, dormir e descansar de comer e dormir. Juntem a isso um imenso tapete verde, o som de uma guitarra a trautear uma música vaga qualquer, uma aragem fresca com o aroma das primeiras flores da Primavera e uns petiscos deliciosos ali à mão de semear e conseguem ter uma ideia do que é um piquenique em Regent's Park num domingo de sol.
Um almoço volante em Borough Market
Se alguém me tivesse explicado o que era realmente este mercado, tenho a certeza que poucos teriam sido os sábados até hoje em que não acabaria por ir lá parar. Num dia de sol – então – é paragem obrigatória. Desde as iguarias mais exóticas, aos queijos, aos produtos orgânicos, às ostras maravilhosas vendidas à unidade, aos sumos naturais, ao live cooking – é possível provar uma coisinha aqui e outra ali antes de fazer a aposta no top 10 ou então fazer por esquecer a culpa da gula e ir andando, andando até não aguentar mais. Mais aqui.
Um passeio pelo canal (Regent's Canal)
Se me vendassem os olhos e me despejassem ali – eu nunca diria que estava mesmo em Londres. Um curso de água serpenteante emoldurado por casas fantásticas com acesso directo ao canal e alguns barcos casa atracados ao acaso por ali trazem-me à memoria uma Amesterdão que visitei há tantos anos atrás. Ao longe – algumas pessoas deixam-se ficar entregues ao silêncio preguiçoso daquela tarde quente enquanto imaginamos divertidos como seria viver ali onde se esconde o tempo e vestir a pele de uma vida errante…
Um piquenique no parque
Os domingos foram inventados para isto mesmo – comer, dormir e descansar de comer e dormir. Juntem a isso um imenso tapete verde, o som de uma guitarra a trautear uma música vaga qualquer, uma aragem fresca com o aroma das primeiras flores da Primavera e uns petiscos deliciosos ali à mão de semear e conseguem ter uma ideia do que é um piquenique em Regent's Park num domingo de sol.
A cinza e os dias
Foram dias fantásticos de passeio, de jantares demorados, de conversas há tanto tempo adiadas e um sol quente a dar um cheirinho de Verão, mas uma nuvem invisível de cinzas acabou por ensombrar as coisas boas que a F., a A. e o T. certamente terão para recordar desta cidade. É fácil ouvir nas notícias que um vulcão de nome impronunciável está a causar o caos na Europa, mas difícil aceitar quando o mundo afinal se torna grande demais.
14 de abril de 2010
Esta semana tenho cá três amigos especiais. Tê-los a abancar no sofá, as malas deles espalhadas pelo meu quarto, sair de manhã apressada para trabalhar e "deixá-los" emprestados ao "meu" mundo, sair a correr do escritório com um sentimento de clandestinidade para tentar encontrá-los ainda sob o sol morno do fim de tarde, passar todo o dia a tentar adivinhar o que andarão a fazer – está a dar-me um gozo enorme, nem podem imaginar.
12 de abril de 2010
Contabilidade do último fds
- Premio desilusão mais desilusão não há
Favela Chic
O problema de quando se fala muito de uma coisa, é que a expectativa ganha proporções tão grandes que muito dificilmente a coisa não descamba em desilusão. Este sitio foi mais uma prova de que é mesmo assim.
Nota dez para a decoração que está super criativa, mas nota negativa para a música. Ouvi mais musiquinhas caribenhas do século passado do que músicas brasileiras - e as que ainda passaram - eram tão fraquinhas que se dispensava. Depois é o problema da caipirinha, servida ao paladar dos ingleses – doce que não se podia – dois copos depois estava em ponto rebuçado. Ainda jantamos lá – o que completou o ramalhete – jantei a moqueca mais fraquinha do que alguma vez consegui na vida, mas ao dobro do preço de todas as outras melhores.
Conclusão – o sitio é pequeno, janta-se mal, a musica não deslumbra e é caro. Pode ser que tenha tido azar com a noite (todos os sitios têm os seus dias maus), mas não fiquei com muita vontade de voltar.- Prémio BBB da semana
- Prémio música de jeito
Não é nada de especial. Mas ouvi musica fixe e dancei com vontade como já não dançava há muito tempo! Agradecem-se DJ's que não inventem!
11 de abril de 2010
Irving Penn
Pablo Picasso (1957)
Truman Capote (1948)
Ballet Society (1948)
"Sensitive people faced with the prospect of a camera portrait put on a face they think is one they would like to show the world... very often what lies behind the façade is rare and more wonderful than the subject knows or darres to believe." I. Penn
"In portrait photography there is something more profound we seek inside a person, while being painfully aware that a limitation of our medium is that the inside is recordable only in so far as it is apparent on the outside." I.Penn
Parte da tarde deste sábado foi passada na National Portrait Gallery, e as fotografias acima foram algumas das que vi. Esta é uma exposição do Irving Penn que estará patente até 6 de Junho e - para quem goste de fotografia - merece bem uma visita.
Impressionantes retratos que nos transportam para aquele interior de que nos fala Sr. Penn na citação acima, de gente tão díspar e carismática. Desde Christian Dior, a Dalì, passando por Balthus, The Duchess of Windsor (que soubemos, ali mesmo - contado pela boca de um Inglês que apreciava maravilhado a imagem tão forte da senhora - ter sido a protagonista da história de amor mais curiosa do país, com o Rei Edward VII, a qual conduziu a uma crise na sucessão ao trono), Dietrich, Hepburn, Bergman - são imagens que cruzam os tempos de 1940 a 2007. E podem sempre dar um salto à National Gallery que fica mesmo ali ao lado.
Impressionantes retratos que nos transportam para aquele interior de que nos fala Sr. Penn na citação acima, de gente tão díspar e carismática. Desde Christian Dior, a Dalì, passando por Balthus, The Duchess of Windsor (que soubemos, ali mesmo - contado pela boca de um Inglês que apreciava maravilhado a imagem tão forte da senhora - ter sido a protagonista da história de amor mais curiosa do país, com o Rei Edward VII, a qual conduziu a uma crise na sucessão ao trono), Dietrich, Hepburn, Bergman - são imagens que cruzam os tempos de 1940 a 2007. E podem sempre dar um salto à National Gallery que fica mesmo ali ao lado.
E depois de uma lavagem cultural, nada como subir ao último andar do edifício para mimar a alma e - numa sala com uma vista espectacular sobre a cidade - tomar o verdadeiro afternoon tea (com todos os acompanhamentos a que tem direito - sandezinhas deliciosas, scones, cookies, bolo de cenoura, e... o resto deixo para vocês descobrirem).
Uffa, cidade esta. Sempre com alguma coisa nova ao virar da esquina para nos surpreender.
LL
8 de abril de 2010
Hat trick
A minha complexa rotina matinal começa no momento em que ponho o pé na rua até ao momento em que entro no elevador em Canary Wharf – ao todo 35/45 minutos de hábeis manobras, ultrapassagens engenhosas e posicionamentos estratégicos, tudo feito automaticamente ao segundo certo. Dois meses e tal depois aposto que conseguia fazer tudo de olhos fechados.
Depois de descer a rua até ao metro posiciono-me no lado certo do passeio para conseguir agarrar das mãos do senhor que distribui as publicações gratuitas diárias à porta da estacão, o meu exemplar. Um desvio de centímetros pode custar-me muitos encontrões e caras feias – são centenas de pessoas a tentar entrar e sair por uma mesma porta, não se esqueçam - o que pode ser uma forma de começar logo mal o dia e um péssimo pressagio para os desafios que se seguem. Descer as escadas a correr para apanhar o primeiro (de três!) metro, que a maior parte das vezes está mesmo a chegar. Tentar começar a ler o jornal – esta linha é mais desanuviada do que a seguinte, por isso tento dar um adianto e matar as principais notícias logo ali. Duas estações depois, voltar descer escadas, percorrer corredores apinhados de gente e entrar na pior linha de toda a rede de metro – a Northern Line (uhhhh, medoooo). Aqui, conseguir entrar na carruagem exige o seu quê de perseverança, cara podre, lata e um bocadinho de força. Depois de um empurrão certeiro e decidido, lá consigo entrar num comboio que – sem excepção – vem com a lotação esgotada já desde o momento em que parou na primeira estação. Completamente encurralada e espremida, lá consigo pôr um olhinho no jornal, mas também já sei que não consigo ir além de umas imagens e (no máximo!) as respectivas legendas. Uma paragem depois, descer mais escadas, mais corredores e entrar no momento mais confortável da minha viagem – o DLR, ou mais conhecido como comboio_maravilha_que_vai_à_superfície_e_tem_quase_sempre_lugar_sentado. Doze minutos depois cheguei ao destino.
Hoje lembrei-me de vos descrever isto pois foi um dia inédito – consegui o hat trick com a proeza de barrar as portas dos três comboios em que entrei. Sabem aquela história que eles estão sempre a repetir nos altifalantes das estações
LL
"stand clear the doors please!"pois isso mesmo! - aquilo que eu consegui não fazer hoje nas três oportunidades que tive. Não nasci para ser britânica, está visto.
LL
6 de abril de 2010
Depois das imagens...
Partimos de manhã cedo, de comboio – como convém para quem quer ficar com uma visão de conjunto deste país. Vamos furando por entre a paisagem bucólica e plana Inglesa e intercalando com algumas cidades pontuadas de chaminés altas e construção escura e austera. Viaja connosco um sem número de gente em espírito de férias - alguns começam a abrir garrafas de champanhe às dez da manhã, outros bebem divertidos, no meio da carruagem, cervejas que trouxeram em packs não fosse dar-se o caso de se esgotar o stock do bar do comboio. Uma viagem animada como devem imaginar.
Entramos na Escócia quatro horas depois, onde a paisagem começa a ganhar mais relevo e os campos verdes começam a pintalgar-se de manchas brancas de carneiros e ovelhas, sob um sol pálido como é habitual por cá – mas simpático e hospitaleiro. Vamos mesmo rente ao mar do Norte e conseguimos ver o desenho irregular de uma costa sinuosa pintada de verde onde pessoas passeiam os seus cães com um ar sereno e feliz.
Finalmente Edimburgo. A estação de comboios é mesmo no centro da cidade, por isso chegar de comboio a Edimburgo, é entrar pela "porta" principal com vista privilegiada da cidade e "aterrar" no sopé do castelo.
A sensação que tive nos primeiros momentos em Edimburgo, foi a de nunca ter estado numa cidade parecida. Uma cidade pintada de tons escuros construída num vale, ladeada pelo Mar do Norte e por montanhas nevadas. O castelo merece bem o titulo de "jóia da coroa" – pela sua imponência, pela importância histórica, pela forma exímia como os escoceses o preservam e dinamizam. Para além disso, uma data de coisas para visitar, uma zona histórica muito arranjadinha, alguns pubs engraçados - tudo se vê calmamente em dois dias. Ficámos num hotel simpático e central, um bom sitio caso estejam a pensar fazer uma city break por ali (http://www.edinburgharchitecture.co.uk/point_hotel.htm).
No terceiro dia lançámo-nos à descoberta das Scottish Highlands. Foram 700 km de Edimburgo a Inverness, passando por Glen Coe, (http://en.wikipedia.org/wiki/Glen_Coe), Perth, Callander, Loch Lochy, Loch Lomond, Loch Ness, Loch Rannoch, Blair Castle (http://www.blair-castle.co.uk/), Stirling Castle (http://www.stirlingcastle.gov.uk/). Paisagens de tirar o fôlego que mereciam uma visita com mais tempo, para explorar devagar. Valeu-nos um dia fantástico de sol (muito, muito raro por aquelas bandas) que permitiu desfrutar da vista ao máximo e tirar o melhor partido de tudo – como poder fazer um passeio de barco no Loch Ness!
Sem dúvida, um destino a incluir na lista!
Entramos na Escócia quatro horas depois, onde a paisagem começa a ganhar mais relevo e os campos verdes começam a pintalgar-se de manchas brancas de carneiros e ovelhas, sob um sol pálido como é habitual por cá – mas simpático e hospitaleiro. Vamos mesmo rente ao mar do Norte e conseguimos ver o desenho irregular de uma costa sinuosa pintada de verde onde pessoas passeiam os seus cães com um ar sereno e feliz.
Finalmente Edimburgo. A estação de comboios é mesmo no centro da cidade, por isso chegar de comboio a Edimburgo, é entrar pela "porta" principal com vista privilegiada da cidade e "aterrar" no sopé do castelo.
A sensação que tive nos primeiros momentos em Edimburgo, foi a de nunca ter estado numa cidade parecida. Uma cidade pintada de tons escuros construída num vale, ladeada pelo Mar do Norte e por montanhas nevadas. O castelo merece bem o titulo de "jóia da coroa" – pela sua imponência, pela importância histórica, pela forma exímia como os escoceses o preservam e dinamizam. Para além disso, uma data de coisas para visitar, uma zona histórica muito arranjadinha, alguns pubs engraçados - tudo se vê calmamente em dois dias. Ficámos num hotel simpático e central, um bom sitio caso estejam a pensar fazer uma city break por ali (http://www.edinburgharchitecture.co.uk/point_hotel.htm).
No terceiro dia lançámo-nos à descoberta das Scottish Highlands. Foram 700 km de Edimburgo a Inverness, passando por Glen Coe, (http://en.wikipedia.org/wiki/Glen_Coe), Perth, Callander, Loch Lochy, Loch Lomond, Loch Ness, Loch Rannoch, Blair Castle (http://www.blair-castle.co.uk/), Stirling Castle (http://www.stirlingcastle.gov.uk/). Paisagens de tirar o fôlego que mereciam uma visita com mais tempo, para explorar devagar. Valeu-nos um dia fantástico de sol (muito, muito raro por aquelas bandas) que permitiu desfrutar da vista ao máximo e tirar o melhor partido de tudo – como poder fazer um passeio de barco no Loch Ness!
Sem dúvida, um destino a incluir na lista!
5 de abril de 2010
A Escócia vista pelos nossos olhos
algumas imagens daquilo que vimos (as descrições vêm amanhã - prometo)
A "jóia da coroa" de Edimburgo - o Castelo
Revolução industrial - a cidade das chaminés
Uma cidade romântica
Quando o sol se abate sobre a cidade

quando o sol se abate sobre a cidade II

Música por todo o lado!
Pelas terras altas da Escócia - o Hammish!
Pelas terras altas da Escócia - paisagens impressionantes palcos de grandes batalhas

Pelas terras altas da Escócia - Loch Ness


LL

A "jóia da coroa" de Edimburgo - o Castelo
Revolução industrial - a cidade das chaminés
Uma cidade romântica
Quando o sol se abate sobre a cidade
quando o sol se abate sobre a cidade II

Música por todo o lado!
Pelas terras altas da Escócia - o Hammish!
Pelas terras altas da Escócia - paisagens impressionantes palcos de grandes batalhas
Pelas terras altas da Escócia - Loch Ness

LL
31 de março de 2010
Easter Break
Mas os bilhetes de comboio não enganam: vamos para Edimburgo&arredores, passar uma Páscoa diferente!
Prometo voltar na próxima semana com novidades.
Ate lá!
29 de março de 2010
Um domingo
O dia de ontem convidou a um passeio sem rumo nem destino, guiados por um sol pálido e pelo movimento serpenteante de pessoas sorridentes trazendo crianças brancas e loirinhas pela mão. Começámos pelo Regent's Park e acabámos no ponto mais alto de Primrose Hill, com uma vista fantástica sobre a cidade. Hei-de lá voltar quando o clima prometer um pôr-do-sol em tons rosa, daqueles tão serenos quanto inquietantes.
26 de março de 2010
Eu gostava de deixar aqui algo de inspirador para o fim-de-semana mas só me ocorre dizer que tenho muito sono! A última vez que jantei em casa foi na passada segunda-feira e - não estou certa – mas acho que a última vez que me sentei no meu sofá foi aí há uns dez dias. As expectativas para os próximos dias não são criar muitas raízes em casa pelo menos até domingo! Isto para vos dizer que é tudo muito bonito, mas o corpo é que paga. De qualquer maneira isto passa e logo ao fim da tarde as linhas de metro hão-de ir dar a todo o lado, menos a casa!
Divirtam-se!
Divirtam-se!
24 de março de 2010
West End
Ontem alinhei pela primeira vez numa ida a um musical. Sempre fugi a esse tipo de programa enquanto turista em Londres por ter a cabeça cheia de preconceitos anti turismo de massa e ter aversão a enchentes de malta de mapa no bolso e sapatilha no pé. Que pena.
Ontem diverti-me imenso no Mamma Mia e não só fiquei com vontade de ver todos os outros musicais das portas ao lado, como senti pena daqueles que não vi. Quem esteja a pensar vir ver um musical (e seja novato nestas coisas como eu) pode ficar satisfeito com esta escolha, mas os actores/cantores não cantam tão maravilhosamente como eu estava à espera e acho que posso (do alto do meu desconhecimento de técnica vocal) arriscar dizer até que todos os homens do elenco cantavam tão bem como uma cana rachada. Compensou o facto de ser um musical divertido com a historia gira que se conhece e tornar-se irresistível ao fim de 5 minutos começar a cantarolar com eles os sucessos dos ABBA e dançar disfarçadamente na cadeira!
Ontem diverti-me imenso no Mamma Mia e não só fiquei com vontade de ver todos os outros musicais das portas ao lado, como senti pena daqueles que não vi. Quem esteja a pensar vir ver um musical (e seja novato nestas coisas como eu) pode ficar satisfeito com esta escolha, mas os actores/cantores não cantam tão maravilhosamente como eu estava à espera e acho que posso (do alto do meu desconhecimento de técnica vocal) arriscar dizer até que todos os homens do elenco cantavam tão bem como uma cana rachada. Compensou o facto de ser um musical divertido com a historia gira que se conhece e tornar-se irresistível ao fim de 5 minutos começar a cantarolar com eles os sucessos dos ABBA e dançar disfarçadamente na cadeira!
23 de março de 2010
E ainda...
E porque o fim-de-semana não se limitou pelo charme a Este, aqui vão mais uns relatos da maratona sob a forma de dicazinhas:
Sexta-feira jantámos no Barrafina, um restaurante espanhol de tapas. Até aqui tudo bem. A particularidade deste sitio é a exiguidade do espaço e a ausência de mesas, pelo que toda a gente se senta ao balcão e janta com o nariz em cima dos cozinheiros e da grelha onde se preparam os mais variados mariscos que tornaram este restaurante mais um item da longa lista de must go restaurants. Ora, se à partida estes parecem ser motivos fortes para não valer a pena a visita, a verdade é que são precisamente esses que justificam longas filas de gente à porta. Depois de se chegar ao balcão (coisa que invariavelmente demora o seu tempo, por motivos óbvios) ai começa o filme. É difícil fugir à conversinha de ocasião com quem se senta ao nosso lado, quanto mais não seja porque passamos o jantar todo a dar umas cotoveladas inadvertidas e porque há sempre forma de nos apanharem na curva, tipo perguntar se o prato que escolhemos está bom. Na nossa rifa saiu um casal (ou casal to be), ele Libanês, ela Japonesa que estavam muito interessados em saber que língua falávamos nós tão alegremente. Daí acabámos por saber onde trabalhavam, onde viviam e que ela afinal não só queria à forca toda casar com um homem Português, como já tinha tido dois affaires nacionais. O que valeu mesmo foi sermos abordadas apenas no café, senão saberíamos muito mais.
Domingo foi dia de ser romano em Roma e almoçar num pub ao lado de minha casa. Fomos ao The Eagle, que vende caldo verde e "beef Ana" e tem uma águia pendurada na parede. Se o gajo do balcão tivesse bigode (barrigudo já ele era) e vendessem arroz de frango, ia jurar que aquilo era uma sede disfarçada do benfica.
Sexta-feira jantámos no Barrafina, um restaurante espanhol de tapas. Até aqui tudo bem. A particularidade deste sitio é a exiguidade do espaço e a ausência de mesas, pelo que toda a gente se senta ao balcão e janta com o nariz em cima dos cozinheiros e da grelha onde se preparam os mais variados mariscos que tornaram este restaurante mais um item da longa lista de must go restaurants. Ora, se à partida estes parecem ser motivos fortes para não valer a pena a visita, a verdade é que são precisamente esses que justificam longas filas de gente à porta. Depois de se chegar ao balcão (coisa que invariavelmente demora o seu tempo, por motivos óbvios) ai começa o filme. É difícil fugir à conversinha de ocasião com quem se senta ao nosso lado, quanto mais não seja porque passamos o jantar todo a dar umas cotoveladas inadvertidas e porque há sempre forma de nos apanharem na curva, tipo perguntar se o prato que escolhemos está bom. Na nossa rifa saiu um casal (ou casal to be), ele Libanês, ela Japonesa que estavam muito interessados em saber que língua falávamos nós tão alegremente. Daí acabámos por saber onde trabalhavam, onde viviam e que ela afinal não só queria à forca toda casar com um homem Português, como já tinha tido dois affaires nacionais. O que valeu mesmo foi sermos abordadas apenas no café, senão saberíamos muito mais.
Domingo foi dia de ser romano em Roma e almoçar num pub ao lado de minha casa. Fomos ao The Eagle, que vende caldo verde e "beef Ana" e tem uma águia pendurada na parede. Se o gajo do balcão tivesse bigode (barrigudo já ele era) e vendessem arroz de frango, ia jurar que aquilo era uma sede disfarçada do benfica.
20 de março de 2010
Charme a Este
Gostar de East London não é óbvio, mas inevitável. O que lhe falta em casas arranjadinhas e pintadas de branco e cores creme, em ruas impecavelmente limpas e ornamentadas de carros topo de gama, em senhoras inglesas distintas a passearem os seus poodle, em lojas selectas e caras, sobeja-lhe na pinta das galerias, no estilo dos transeutes, no surpreendente que pode ser virar cada esquina e dar de caras com uma realidade a cada passo distinta – melhor ou pior – mas com personalidade. A dicotomia entre East e West London pode assemelhar-se à diferença entre o prazer monótono em contemplar uma mulher de etérea beleza e o desafio empolgante de amar uma mulher com defeitos surpreendentemente intrigantes. East London pode ser sujo, pode cheirar a kebab, mas tem charme. E cada dia tenho mais certeza que não poderia viver noutro sitio senão em East London.
A chuva miudinha de sábado de manhã não me demoveu de explorar um pouco mais do meu bairro - a pé - como se deve conhecer esta cidade. Esqueçam andar de metro de um lado para o outro se querem descobrir e ser descobertos por esta cidade. Comecei por Exmouth Maket (http://www.exmouth-market.com/), uma rua não muito extensa mas com lojas, cafés e restaurantes, porta_sim_porta_sim. O dia não convidava à esplanada, mas segundo quem cá vive há mais tempo, esta pequena rua nos dias amenos de sol consegue reunir enchentes e ser um sitio muito agradável para ver a banda a passar. Fica a 5 minutos da minha casa, o que é bom.
Dali partimos (entretanto acompanhada de uma amiga que encontrei por ali) para Brunswick, uma espécie que centro comercial ao ar livre, que vale uma visita ao sábado, dia em que se reúnem ali barraquinhas com petiscos de todos os países do mundo e onde se podem experimentar iguarias a preços simpáticos nos intervalos entre as lojas. Portugal estava lá representado e com uma barraquinha muito concorrida, por sinal.
A tarde foi dedicada a admirar diamantes e outras jóias da coroa na Tower of London, qual turista entre turistas. Vale a pena uma visita com tempo, para ler sobre todos os segredos guardados naquelas torres, circundadas pelos corvos que ali habitam e alimentam a lenda.
O sábado termina ainda a Este, com um jantar&saída no Hoxton Square Bar and Kitchen (http://www.hoxtonsquarebar.com/), boa música, boa conversa, bom espírito!
LL
18 de março de 2010
Ping Pong
ora, a minha boquinha bem que andava enganadinha a achar que conhecia (quase) tudo o que havia de jeito para trincar... e não é que coisinhas como estas, com este ar estranho e nome igualmente exótico (dim sum) me tinham passado ao lado??
Ponham-se mas é no primeiro voo em conta e dêem um saltinho a esta cidade - acreditem - fome não levam daqui!
LL
17 de março de 2010
Delegação Portuguesa
A delegação portuguesa responsável por eu estar em Londres aterrou cá hoje e andará por aqui durante os próximos 2 dias. Até lá sinto-me como a menina do colégio a apresentar os pais aos colegas por ocasião da festa de Natal.
Hoje jantámos num restaurante chinês galardoado com uma estrela michelin, o
Hakkasan http://www.hakkasan.com/
e percebi que num restaurante aconselhado em todos os guias como paragem obrigatória para verdadeiros fãs de gastronomia de top, nenhum pormenor pode ser deixado ao acaso: uma refeição absolutamente indescritível, um verdadeiro desafio ao paladar mais atento, uma surpresa em cada prato, uma festa de sabores e de cheiros. Um ambiente intimista, eu diria até que de certo modo intrigante, salas comodamente escurecidas e um aroma intenso a sândalo, um serviço irrepreensível.
Quando a carteira pesar e o paladar mais exigente chamar - sem dúvida - um sítio a visitar.
LL
Hoje jantámos num restaurante chinês galardoado com uma estrela michelin, o
Hakkasan http://www.hakkasan.com/
e percebi que num restaurante aconselhado em todos os guias como paragem obrigatória para verdadeiros fãs de gastronomia de top, nenhum pormenor pode ser deixado ao acaso: uma refeição absolutamente indescritível, um verdadeiro desafio ao paladar mais atento, uma surpresa em cada prato, uma festa de sabores e de cheiros. Um ambiente intimista, eu diria até que de certo modo intrigante, salas comodamente escurecidas e um aroma intenso a sândalo, um serviço irrepreensível.
Quando a carteira pesar e o paladar mais exigente chamar - sem dúvida - um sítio a visitar.
LL
Lunchtime concert II
16 de março de 2010
À mesa vietnamita
Fica a 5 minutos a pé de minha casa, por isso prevejo que venha a tornar-se uma espécie de cantina na zona.
LL
12 de março de 2010
Missão suspensa para balanço
Um mês depois volto a Portugal, desta vez para ver a família, os amigos e sentir o cheiro da maresia e sargaço como só o Norte tem. Ate já.
LL
LL
10 de março de 2010
Foi aqui
8 de março de 2010
Um fim-de-semana em 3 penadas
Sexta-Feira
Spitalfields Market. Outra pinta, outra qualidade. Este mercado vale muito a pena para comprar peças únicas de designers desconhecidos.
.... e acabar o fim-de-semana a jantar em casa de Portugueses. Começar com um caldo verde, passar por um bacalhau com broa acompanhado de um Douro e terminar com um Nespresso. Tudo o que eu podia desejar para matar saudades de casa!
LL
Sábado
American style brunch no Automat, dignos de nota os eggs benedict e os milkshake tamanho XXL
Domingo
Acordar com um sol maravilhoso e lançar-me num tour pelos três mercados perto da minha casa:
Columbia Market, conhecido como o mercado das flores, um verdadeiro desafio aos sentidos

Brick Lane Market, uma espécie de feira da Ladra gigante, cheia de tralha velha e gasta. Vale a pena pela fauna que por lá andaAmerican style brunch no Automat, dignos de nota os eggs benedict e os milkshake tamanho XXL
Acordar com um sol maravilhoso e lançar-me num tour pelos três mercados perto da minha casa:
Columbia Market, conhecido como o mercado das flores, um verdadeiro desafio aos sentidos
.... e acabar o fim-de-semana a jantar em casa de Portugueses. Começar com um caldo verde, passar por um bacalhau com broa acompanhado de um Douro e terminar com um Nespresso. Tudo o que eu podia desejar para matar saudades de casa!
LL
5 de março de 2010
As surpresas continuam
Foi assim por isto que fiquei impossibilitada de usar o meu cartão e gastar o meu dinheirinho durante 12 horas, até perceber que daqui em diante vou ter que avisar (espero que não inclua pedir com jeitinho) o meu banco cada vez que me der na gana comprar umas coisas descasadas e saltar sem pudores de uma Ted Baker para o Primark, ou sempre que tentar à má fila ir gastar libras para outro país. É assim meus amigos, querem fazer das boas toca a confessarem-se ao banco!
LL
3 de março de 2010
Porridge oats
1 de março de 2010
3 Ilustres visitas
A época de visitas dos amigos inaugura-se assim com a presença da família Santos Silva por terras de Sua Majestade, à cabeça com o herói Dioguinho que não só já conheceu e correu pelo hall cá do escritório como almoçou os seus primeiros noodles do Wagamama com pauzinhos, como gente grande!
25 de fevereiro de 2010
É uma espécie de voz que te guia
Eu acho que é do conhecimento geral esta obsessão que os ingleses têm pelas regras. E não é que ter regras represente nada de menos positivo – pelo contrário – num pais onde não há lugar às chicoespertices que tão bem conhecemos (e, sejamos sinceros, tantas vezes tentamos fazer) ninguém leva a melhor, ninguém passa à frente, ninguém empurra, ninguém invade o espaço do vizinho do lado (e já tive aqui oportunidade de parodiar sobra a forma como os ingleses não gostam de ser invadidos) – agora não pensem que os ingleses nasceram assim educadinhos e civilizados ou que aprenderam à primeira palmada que a mãe lhes deu. Não. Eles têm – sim – plaquinhas e cartazes espalhados aos milhares a lembrar-te o que "tens" e o que "não podes" fazer, irritantemente no sitio onde poderias "ser tentado a" ou "desejar" até – pecar ou errar. Enfim, coisas de seres humanos! E vocês podem dizer-me que o mesmo também há em qualquer cidade civilizada. Sim, claro. Mas não com o grau de imaginação e sofisticação atingidos por estes gajos! E posso dar-vos muitos exemplos (outros ainda vou ter certamente o gozo de descobrir!): na primeira carruagem do DLR (é um misto entre o comboio e o metro, i.e., é um comboio que anda rápido, faz distâncias curtas e leva-te à porta do escritório) existe uma placa ao lado da janela do condutor que reza qualquer coisa assim "por favor não distraia o condutor, quando esta for a carruagem da frente no percurso". WTF??? Ok, não distrair o condutor. Coisa pequena tipo esboçar um sorriso malandro? Ou mais grave tipo levantar a camisola e mostrar as boobs? Então e se a carruagem for a última do percurso vai lá algum condutor? Mas adiante. O segundo exemplo toca-me fundo no coração. Nesta cidade não se pode fumar um cigarrinho sossegada, como bem sabem. Mas como se não bastasse ter que rapar um frio desgraçado cada vez que tenho que vir para a rua fumar um cigarro, todos os sítios na rua (!), potencialmente menos desagradáveis de ser fumar (tipo quando há um pequeno telheiro, ou logo ali à porta do sitio onde se está, ou whatever!) têm a maldita da plaquinha a avisar que não podes fumar ali. Maldita plaquinha! Mas há mais: os restaurantes têm sempre à saída a chamadinha de atenção com qualquer coisa do género: "malta, vocês já vão ai aqueciditos, mas toca a aguentar os cavalos e a falar baixinho quando saírem, que a malta do bairro quer dormir". Corta baratos!
23 de fevereiro de 2010
1
Um mês já cá canta.
E eu já tive tempo de fazer tantas coisas. Outras nem por isso.
Já mudei de casa
Já não tenho que pensar duas vezes onde estou quando acordo a meio da noite.
Já não acho estúpido almoçar à secretaria
Mas ainda não consegui jantar antes das oito.
Ainda penso em Português
Mas no outro dia deixar escapar que "os Ingleses têm um acento".
Já aguento melhor o frio
E bastou tropeçar à primeira para aprender a andar em passeios com neve.
Já tenho uma Sky Box e por isso ando mais contentinha com a televisão
Mas cada vez menos estou em casa para ver televisão.
Ainda só fui a um dos muitos mercados de Londres
Mas já fiz os percursos turísticos todos.
Ainda não saí para um verdadeiro posh club
Mas já sei que uma noitada em grande por aqui não passa das 4 da manhã.
Já perdi a capinha do meu Blackberry
Já perdi a cabeça com umas calças Armani.
Já uso a agenda do Outlook para marcar tudo, até as coisas pessoais
Já sei à terça feira o que vou fazer ao fim-de-semana
Já tive que trabalhar ao fim-de-semana.
Um mês já cá canta.
E eu já tive tempo de fazer tantas coisas. Outras nem por isso.
Já mudei de casa
Já não tenho que pensar duas vezes onde estou quando acordo a meio da noite.
Já não acho estúpido almoçar à secretaria
Mas ainda não consegui jantar antes das oito.
Ainda penso em Português
Mas no outro dia deixar escapar que "os Ingleses têm um acento".
Já aguento melhor o frio
E bastou tropeçar à primeira para aprender a andar em passeios com neve.
Já tenho uma Sky Box e por isso ando mais contentinha com a televisão
Mas cada vez menos estou em casa para ver televisão.
Ainda só fui a um dos muitos mercados de Londres
Mas já fiz os percursos turísticos todos.
Ainda não saí para um verdadeiro posh club
Mas já sei que uma noitada em grande por aqui não passa das 4 da manhã.
Já perdi a capinha do meu Blackberry
Já perdi a cabeça com umas calças Armani.
Já uso a agenda do Outlook para marcar tudo, até as coisas pessoais
Já sei à terça feira o que vou fazer ao fim-de-semana
Já tive que trabalhar ao fim-de-semana.
Um mês já cá canta.
21 de fevereiro de 2010
E para que
um dia isto também sirva para termos uma ideia de onde se janta em Londres, hoje fomos a Marylebone a este restaurante Indiano, o Trishna. Sofisticado e distinto e, sobretudo, muito concorrido. Uma confusão na marcação das mesas fez com que esperássemos mais 20 minutos do que era suposto, mas isso valeu-nos várias compensações durante o jantar, desde provar uns pratos que não tínhamos pedido, às sobremesas ficarem por conta da casa. Nota para o facto da carta contar com vinhos Portugueses de mesa e o vinho do Porto ser o digestivo mais caro disponível. A experimentar, sem dúvida.
LL
20 de fevereiro de 2010
Uma sexta-feira em Londres
Piro-me do escritório às 7 horas, protegida pela imunidade garantida pelos usos e costumes locais. Encontro as ruas cheias de gente de copo na mão e ânimos em alta, parece que cheguei a uma cidade diferente daquela cheia de de gente cinzenta que enche o metro às oito da manha. Conheci mais duas portuguesas, amigas_de_amigas_de_amigas e trocámos as primeiras impressões acompanhadas de um vinho tinto no bar La Cave em London Bridge. Partirmos mais tarde apressadas para Angel para jantar num Turco simples e simpático, o Gallipoli, com mais dois portugueses, esses de visita. Conversas cruzadas, comida muito temperada, muitas histórias contadas e vidas que afinal têm algo em comum. Regressamos a casa a pé. Gente e mais gente nas ruas. Amanhã infelizmente é dia de trabalho, mas naquele momento isso não importa porque o amanhã ainda demora e tudo acontece rápido demais para se queimar tempo nesta cidade.
LL
LL
18 de fevereiro de 2010
Orgulho azul
Ontem fomos a um Pub em Old Street. Duas Portuguesas entre dezenas de adeptos do Arsenal. Bebemos uma garrafa de vinho, trocámos alegremente os "v"s pelos "b"s e vimos o nosso FCP ganhar!
LL
LL
17 de fevereiro de 2010
Carnaval
Enquanto Portugal dormia a sono solto, eu madrugava para vir trabalhar. Ninguém aqui se lembrou que era Carnaval, ninguém cantarolou pelos corredores "Brasiu…ta ra la la la la la la… ta ra la la la la la laaaa… Brasiu…", ninguém aqui tem pés para samba nem um sorriso colorido, ninguém aqui já deve ter bebido uma verdadeira caipirinha debaixo de uns bons 30°. Um país sem sol não merece Carnaval.
LL
LL
12 de fevereiro de 2010
New beginning
Hoje começa tudo de novo. Retirar as roupas da mala, colocá-las cuidadosamente nos cabides. Escolher onde vou colocar as carteiras, os cintos. Ver como funcionam as máquinas. Ver se a janela do quarto fecha bem. Ainda não sei onde estão os talheres, nem o que se esconde por trás da porta da despensa. Mas já tenho as chaves da entrada e do correio. Fumar o primeiro cigarro na varanda. Conhecer melhor a minha flatmate.
Cheguei à minha casa para os próximos meses. Acabou-se o provisório, o desenrasca, as refeições do M&S, as malas perpetuadas no corredor. Agora estou em casa. Quando um dia for famosa, vão ter que fazer muitas placas "aqui viveu..." para cada uma das casas onde vivi!
Farringdon será o vosso destino durante este ano. Têm metro à porta, é só chegar e abancar!
LL
11 de fevereiro de 2010
Hoxton Square
Foi por aqui que andei na noite passada. Um restaurante Tailandês, o Yelo, e à mesa um grupo de amigos improvável, formado em Oxford há uns anos e unido até aos dias de hoje. Dois indianos, uma portuguesa, um americano, um irlandês, uma mexicana e eu. Mais uma vez senti que aqui não é difícil encontrar coisas em comum com quer que se sente à mesa contigo.
Só sei que no final do jantar ficou uma promessa de um fim-de-semana em Oxford para recordar os velhos tempos - programa que me incluía a mim, afinal quem estudou em Coimbra percebe bem o que significa viver num ambiente estudantil assim – e a minha promessa de trazer bacalhau e vinho do Porto para um jantar português preparado por mim.
LL
9 de fevereiro de 2010
Lunchtime concert
Levantar-me da cadeira às 12h29, descer 25 pisos, entrar no auditório para assistir a mais uma edição dos lunchtime concerts. Encontrar uma plateia ansiosa para assistir à performance da pianista malaia Mei Yi Foo, uma figura franzina vestida a rigor escondida por trás de um grande piano de cauda. (se quiserem saber mais em http://www.meiyifoo.com/)
Foram 45 minutos - nem mais nem menos do que o previsto no programa - de puro relaxe e reflexão. Sair da sala com a sensação de que um dia aqui pode conhecer nuances tão diversas e surpreender-me ainda, quando eu já achava que tinha visto tudo.
Continuo a não encontrar palavras para qualificar iniciativas destas, atendendo a que não passam de pequenos "mimos" para os trabalhadores e advogados do escritório.
A partir de hoje não falharei um.
LL
Foram 45 minutos - nem mais nem menos do que o previsto no programa - de puro relaxe e reflexão. Sair da sala com a sensação de que um dia aqui pode conhecer nuances tão diversas e surpreender-me ainda, quando eu já achava que tinha visto tudo.
Continuo a não encontrar palavras para qualificar iniciativas destas, atendendo a que não passam de pequenos "mimos" para os trabalhadores e advogados do escritório.
A partir de hoje não falharei um.
LL
8 de fevereiro de 2010
TV
Viver com os canais abertos da televisão inglesa é tão mau ou pior do que seria viver só com a nossa SIC e TVI, só que sem a parte das telenovelas. Aqui não há histórias de dramas familiares nem amorosos, mas programas que conseguem ir desde as cirurgias plásticas em directo a aconselhamento de visual para aquelas inglesas que não conseguem ter um aspecto decente nem que se esforcem muito para isso. Preciso urgentemente de uma televisão decente, devolvam-me a SIC Notícias e os canais Fox, please!
LL
LL
5 de fevereiro de 2010
Os elevadores
Bastou uma semana a soltar simpáticos "good mornings" no elevador e a ser alvo de olhares espantados como se fosse um alien, para desistir de cumprimentar as pessoas que não conheço ou a quem não fui apresentada. Aqui ninguém gosta de cumprimentar desconhecidos, ainda que sejam colegas – até aí tudo bem, cada um faz o uso que quer da sua educação – mas o mais insólito é que também não gostam de ser cumprimentados – é uma espécie de prevenção, não vá esse vírus lixado da simpatia torná-los simpáticos para todo o sempre.
LL
semana 2
O tempo passa mesmo rápido, por aqui. A minha segunda semana já esta a terminar e ainda nem tive tempo de abrir uma das malas que trouxe. Sinto que ainda nem cheguei direito!
Ontem tive mais um jantar com a anfitriã, desta vez em Covent Garden. Um restaurante Mexicano espectacular, o Wahaca. Cumpre os três "B"s que se agradecem nesta cidade: Bom, Bonito e Barato. E os Mojitos so ajudaram a ficar ainda mais fã do sitio!
Hoje não consegui levantar-me às 7h30 para ir suar para o spining, mas valeu a pena conhecer mais um sitio e começar a somar à minha lista.
Hoje é também um dia memorável para mim como residente no UK. Depois de algumas peripécias e relações cortadas com uma instituição bancária, finalmente tenho uma conta bancária em solo inglês.
LL
2 de fevereiro de 2010
...
Gostei do que estou a fazer, gostei de estar do lado de cá a falar com Portugal, gostei das breves conversas com o meu chefe cá do sitio, das propostas para valorizar o meu know how Português, gostei das sapatilhas que comprei para amanhã recomeçar a ginástica, gostei de ver as luzes da noite a abaterem-se sobre a cidade, ainda que 2 horas mais cedo do que em Portugal.
LL
1 de fevereiro de 2010
fim-de-semana
Saí do escritório já tarde. Chegada há 2 dias e 1/2 não houve tréguas para principiantes e fiz a primeira noitada para aprender como se vive por cá desde o início.
Valeu um longo passeio no sábado por Kensington, Chelsea, Knightsbridge, Westminster, Covent Garden. Nada como conhecer esta cidade a andar a pé, sentir o frio rachar a pele e estalar os dedos, intercalando com uns cafés do costa ou do café nero. Acabámos a comprar 2 garrafas de vinho para a anfitriã do jantar e minha anfitriã nesta cidade. Um jantar intimista, com 2 búlgaros, um australiano e 5 portugueses a trocarem experiências de vida e de vidas.
O domingo valeu uma visita ao Tate e não fosse ter vacilado numa despedida a meio caminho entre dois corredores do metro e um "até já" com a voz embargada, o fim-de-semana seria mesmo perfeito.
Comprei uma publicação da Time Out "London for Londoners" para me profissionalizar como anfitriã e para que entre o momento em vos receba de braços abertos e me despeça com aquela inevitável sombra no olhar, haja um mundo de coisas para mais tarde recordar.
Cá vos espero!
LL
Valeu um longo passeio no sábado por Kensington, Chelsea, Knightsbridge, Westminster, Covent Garden. Nada como conhecer esta cidade a andar a pé, sentir o frio rachar a pele e estalar os dedos, intercalando com uns cafés do costa ou do café nero. Acabámos a comprar 2 garrafas de vinho para a anfitriã do jantar e minha anfitriã nesta cidade. Um jantar intimista, com 2 búlgaros, um australiano e 5 portugueses a trocarem experiências de vida e de vidas.
O domingo valeu uma visita ao Tate e não fosse ter vacilado numa despedida a meio caminho entre dois corredores do metro e um "até já" com a voz embargada, o fim-de-semana seria mesmo perfeito.
Comprei uma publicação da Time Out "London for Londoners" para me profissionalizar como anfitriã e para que entre o momento em vos receba de braços abertos e me despeça com aquela inevitável sombra no olhar, haja um mundo de coisas para mais tarde recordar.
Cá vos espero!
LL
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