16 de julho de 2010

No outro dia a minha flatmate perguntava-me se eu tinha alguma implicação especial com os brunchs dos restaurantes de Chelsea e Notting Hill. A explicação para correr para lá (quase) todos os fins-de-semana é porque não desiludem. E quem passa a semana a sonhar com uns bons eggs florentine não pode acabar desiludida. O ultimo fim-de-semana experimentamos o PJ's, em Chelsea – embora seja um pouco invernoso para um belo dia de Verão, prometi voltar a partir de Setembro para provar as coisas maravilhosas que vi passar para as outras mesas.

15 de julho de 2010

Um apontamento pragmático

A partir de ontem podem encontrar aqui ao lado uma "etiqueta" (passo a expressão à mente brilhante que se lembrou de designar isto assim) de Lugares e Sensações (a qualificação da "etiqueta" – sim – já é minha) onde reúno todas as impressões que vou tendo no que a restaurantes e experiências gastronómicas diz respeito. Dos que valem a pena, claro. De outro modo nunca os meus caros amigos se lembrariam de na véspera de uma escapadinha a Londres, andar a vaguear pela baralhação de ideias que anda por aqui, para aproveitar o que vale a pena. Ou que pode valer - não sei – há aí muitos guias à venda, mas eu prefiro sempre ouvir falar o garfo de um amigo.

E obrigada ao VV por me ter dado esta sugestão, ou não fosse pragmático o nome dele do meio.

14 de julho de 2010

Uma noite como outra qualquer

Esta pontada leve mas contínua no canto superior direito da cabeça não me deixa ignorar desde esta manhã que não devia ter bebido aquele último gole de vinho do Porto. Se calhar, o último copo também não me teria feito tanta falta assim. Mas que se lixe, o amanhã pode esperar e as amizades também se constroem em momentos assim: uma noite serena, uma varanda, uma garrafa de Dão e outra de Porto trazidas à socapa na mala de Portugal, um bocadinho de queijo aqui e mais uma coisinha ali, duas amigas, tantas estórias do passado, um presente que nada nos diz sobre o futuro. Só quando o relógio marca já a segunda hora do dia seguinte é que percebemos que a noção de tempo tem aqui uma dimensão diferente, mais vasta, mais imperativa, e por isso ontem à noite foi como se nos conhecêssemos desde sempre.

12 de julho de 2010

Comiseração

Há dias assim. Acordamos com os pés gelados, 5 minutos antes do despertador tocar. Enganamo-nos na torneira e não bastasse o choque da água gelada a lembrar-nos que temos um corpo que precisava do seu tempo para acordar, enfiamos com uma mão cheia de gel de banho de menta da cabeça. E quando finalmente aceitamos que os cereais esgotaram e que vamos ter que esperar 40 minutos e 3 linhas de um metro sufocante para comer qualquer coisa que se assemelhe a um pequeno almoço, já descemos 4 pisos do prédio e estamos a lançar a mão à maçaneta da porta da rua, altura em que percebemos que temos que voltar tudo atrás para recuperar o telemóvel esquecido algures entre um lençol mal esticado e as 3 alternativas de roupas que experimentámos naquela manhã. Sentir a primeira pinga a cair na cabeça e lembrarmo-nos que não só não trouxemos o guarda-chuva, como estamos de sandálias, pois afinal é Verão e não era suposto estar a chover. A meio da viagem esgota-se a bateria do iPOD e tentamos concentrar-nos em qualquer coisa animadora que nos distraia da lengalenga monótona e repetitiva dos transportes públicos desta cidade. Receber telefonemas que preferíamos não ter recebido. Apostar no cavalo errado para o almoço e ganhar como prémio uma mistela de vegetais meios crus e picantes o suficiente para nos causar uma úlcera no estômago. Dividir o café que se tentou tomar para dar um novo fôlego àquele dia entre a camisa branca acabada de estrear e a alcatifa imaculada do corredor mais concorrido do escritório. Estar prestes a acabar o que se está a fazer para fugir o mais que se pode de um dia infernal como aquele e alguém irromper pela nossa sala como se de um demónio de tratasse, a pedir uma coisa "urgente, se possível (mero exercício de retórica), para ainda esta tarde (quando o relógio marca as 6.30)" . Regressar a casa e não só encontrar a janela do quarto aberta como um grupo simpático de mosquitinhos ansiosos por passar connosco a noite.
Há dias assim, em que precisamos de nos convencer que há quem tenha dias piores.

9 de julho de 2010

Poet in the city

Subo pontualmente os 5 andares do prédio que separam a minha secretária do 30° piso e de uma vista desafogada onde – em dias raros de um sol como o de ontem – se consegue descobrir ao longe o emaranhado de cimento e vidro da City e - destacando-se como um troféu erguido com orgulho ao céu laranja fogo dos finais de tarde típicos do Verão Londrino - o singular Gherkin. Surpreende-me a quantidade de pessoas que respondeu ao chamamento literário lusófono e se deslocou a Canary Wharf para ouvir poemas declamados pela boca de poetas de cores e continentes diferentes, unidos por uma língua comum. No final da sessão de leitura, ninguém prescinde de um bom copo de vinho bebido ao som de uma guitarrada Portuguesa – cortesia dos anfitriões do evento - e tanto se demoram no aconchego daquele espaço, iluminado ainda por uma luz quente e tardia, que é com bastante dificuldade que a organização consegue dispersar a audiência, já a noite vai longa.
Eu – bem - eu estou ali por um acaso do destino. Um acaso de um mundo tão pequeno onde é possível acontecer um festival dedicado ao mundo lusófono em Londres, e, de entre os vários eventos, um vir a acontecer no edifício onde passo os meus dias e trazer um poeta que mais do que meu conterrâneo, era um grande amigo do meu avô. E por isso tive o privilégio de acompanhar o poeta no jantar que se seguiu e de conhecer pessoas tão díspares que dedicaram uma vida ao estudo da cultura portuguesa e que, quando falam de Pessoa, de Belo, de Régio, entre tantos outros, sabem bem do que estão a falar. Pessoas que conhecem os acordes e os poemas da música lusa, os contornos da nossa história e que nos engrandecem pela importância e valor que nos dão. Obrigada, Valter.

7 de julho de 2010

Constatação do dia

O meu domínio da informática parou naquela fase dos conhecimentos do Office na óptica do utilizador que tão bem ficavam no CV. Preciso urgentemente de ir passar uma temporada com jovens dos 10 aos 17 anos.

6 de julho de 2010

360°


O bar do restaurante Galvin at Windows fica no 28° piso do Hilton e tem uma vista de 360° sobre a cidade que dificilmente encontrará rival noutro prédio da cidade. Nunca me fascinou muito o ambiente de bar de hotel, nem pagar por um cocktail o preço de um jantar, mas sem dúvida que vale a pena ir lá espreitar.

5 de julho de 2010

Eu e o Croquet


Bastaram umas horas intensivas de treino e alguma (muita!) boa vontade dos meus parceiros de jogo para me sentir um ás desta coisa. Agora daqui para os jardins de HM há-de ser um instantinho.

2 de julho de 2010

Quando o tempo nos ensina a estar errados

No dia em que recebi a notícia que iria deixar de partilhar sala no escritório com uma Argentina sonora e sorridente como eu, para passar a estar à volta de 12 horas fechada numa sala com uma britânica de gema, super posh, super polite, super tudo – achei que não só a minha, mas as nossas vidas se iam tornar num pequeno inferno a partir dali por incompatibilidade de convivência e de feitios. Aliás, eu tinha a certeza que isso ia acontecer. Sonhava com isso. Imaginava-me durante um longo ano amordaçada e cinzenta como as roupas que ela usava e não vislumbrava outra possibilidade de escapar a tal sorte senão tornar-me de tal modo insuportável que fosse necessária intervenção superior (ou divina, quem sabe) para repor a normalidade às nossas vidas.
E o tempo foi passando e foram-se somando horas de convivência forçada, no início silenciosa, depois pontuada com uns pequenos gestos cordiais. As primeiras conversas pessoais surgiram tão naturalmente que nem me apercebi a evolução que era uma inglesa partilhar comigo coisas do seu mundo íntimo fora das 4 paredes de UBS. Hoje ela brinca com o meu timbre de voz e com as minhas trapalhices gramaticais, como eu gozo com o facto dela nunca ter ido a Camden Town e achar que Londres são as casinhas brancas e betinhas de West London.
E a prova de que as circunstâncias da vida e as pessoas nos podem surpreender, será eu estar amanhã a entrar num comboio em direcção a algures na periferia de Londres, a caminho de uma casa de família inglesa para a "festa anual" da família, onde se joga cricket, se bebe chá às 5 da tarde, se janta e acampa por lá. Há 4 meses atrás isto seria ficção ou algo mais perto de um filme cómico, hoje fico feliz por ter deixado que a vida me surpreendesse e mostrasse que posso estar errada, mais desta vez.

1 de julho de 2010

Sabem aquela sensação

de gostar daquilo que não se entende?
Pois. É o que sinto em relação a esta música. E se calhar em relação a tantas outras coisas.

30 de junho de 2010

Valeu rapazes....

Encontrámo-nos no Café Kick em Exmouth Market 30 minutos antes da hora do jogo. Não podia ser mais oportuna a escolha do local naquela noite – é ali mesmo ao lado de casa que se bebe Super Bock fresquinha e se prometem em letras garrafais o melhor prego no pão e o autêntico pastel de nata.
Nem o calor sufocante nem a exiguidade do espaço demovem aquelas almas esperançadas lusas que cantam inflamadas e a plenos pulmões o hino que as une e naquele momento ninguém tem dúvidas que vamos levar a melhor no tão aguardado duelo ibérico – pelo menos ali conseguimos que os espanhóis mal se façam ouvir.
Ao intervalo a massa de adeptos nervosos e dos apenas curiosos já ultrapassa a porta e espalha-se cá fora por onde der, olhos postos concentrados no mesmo relvado. Mas a promessa de glória dissipa-se por ali, nos 45 minutos que se seguem. E a certa altura eram já os ingleses a dar pancadinhas nas costas de portugueses destroçados, como se a comiseração pela derrota alheia lhes confortasse também o orgulho ainda ferido das quatro facadas alemãs.
Acabámos a jantar numa esplanada como se quer nestas noites quentes de Verão em Londres. Já não se fala de futebol nem se decide o onde e o a que horas do próximo jogo. Bem que este entusiasmo nacional podia ter durado mais uns tempos, mas enquanto foi, lá isso valeu…

29 de junho de 2010

Como se vive desde domingo o Mundial 2010 no n.° 10 de UBS – os factos

As referências ao mundial e à selecção inglesa desapareceram subitamente dos emails trocados internamente e com clientes.
Os cup cakes com a cruz vermelha no topo que se vendiam como ginjas no bar parece que começaram a causar amargos de boca.
As televisões do restaurante começaram a passar noticiários e documentários com 10 anos de idade sobre tribos na amazónia e golfinhos à hora dos jogos.
De repente toda a gente se interessa por cricket.
Recuperou-se o velho hábito de trabalhar entre as 7pm e as 10pm.
O Kompensan® e outros do género para a azia esgotaram no Boots aqui por baixo.

25 de junho de 2010

É por aqui que agora se celebra a lusofonia

O City of London Festival (http://www.colf.org/about-the-festival.cfm) surgiu pela primeira vez no Verão de 1962 com o objectivo de trazer uma dinâmica diferente à cidade durante algumas semanas, celebrando a arte nas suas mais variadas formas e chamando as pessoas para um encontro informal com essa arte quer nas ruas, quer nas várias salas de espectáculos da cidade. (Provavelmente não se trata de uma coincidência, mas) 48 anos depois o tema do festival é "the portuguese speaking world" e acho que quando andavam a convidar os embaixadores do evento eu devia ter o telefone desligado ou no silêncio.
A agenda do festival inclui fado & guitarra portuguesa, gastronomia e vinhos portugueses, filmes de realizadores nacionais, workshops, fóruns de literatura e tantas outras coisas que transpiram a nossa cultura e a dos povos que partilham connosco a língua de Camões. E o mundo é uma ervilha tão pequenina que o meu escritório vai receber no seu edifício - na qualidade de patrocinador – um fórum de literatura de um escritor meu conterrâneo.
Portanto já sabem – se aparecerem por cá até meados de Julho, não deixem de ir espreitar qualquer um dos programas porque vai valer a pena.

E também integrado no evento, o conceito mais engraçado de "arte para todos" – chama-se "Play me I'm yours" (http://www.streetpianos.com/london2009/), e são nada mais nada menos do que 30 pianos espalhados pela cidade para quem quiser tocar! É toda uma cidade a fervilhar no Verão!



24 de junho de 2010

Já não me bastava

O café, os cigarros gregos de mentol, roer as unhas e outras coisas do género, agora descobri as Wasabi peas. E desde então são 200g por dia, dificilmente menos. Odeio esta minha facilidade de apanhar vícios.

23 de junho de 2010

7-0

Não tive oportunidade de ver o jogo. Mas deu-me um gozo bestial andar a mostrar os 7 dedinhos aos meus amigos ingleses.

22 de junho de 2010

Restaurantes & coisas

Quando se trata de visitas a coisa fica mais séria e as escolhas de restaurantes, pubs e afins têm que ser mais certeiras… Muitos dos sítios por onde passamos este fim-de-semana também eram novos para mim, mas as sugestões eram (tanto ou mais) avisadas (do que aquelas que eu pudesse dar) e cada um dos momentos à mesa acabou por ser uma excelente surpresa.

The Modern Pantry
Há sempre aquela ideia pré-concebida de que os sítios que ficam mesmo debaixo do nosso nariz não devem ser nada de especial. Talvez porque associamos a qualidade a uma espécie de recompensa por um esforço qualquer – como atravessar a cidade de lés-a-lés e passar as passas do Algarve no metro de Londres ao fim-de-semana para ter direito a jantar num bom restaurante.
Mas este restaurante fica ridiculamente perto da minha casa, no primeiro andar de um prédio todo bonitinho com uma vista privilegiada para uma praça simpática ali à frente. Não se trata de uma daquelas cadeias que não traz nada de novo ao paladar, mas um restaurante único onde se servem pratos de autor que vão variando consoante a vontade da chef e o que se vende no mercado. Com um preço ligeiramente acima da media – como se espera num sitio que nada tem de medíocre – mas cuja experiência vale cada penny que se deixa ali.

The Electric Brasserie
Era mesmo isto que nós desejávamos: (i) um prato que reunisse coisas tão improváveis quanto calóricas para confortar a alma a um domingo de manhã depois de uma longa noite, (ii) uma esplanada para ver a banda passar e (iii) visitar West London. Ora nem mais, acertámos em cheio. Mais um sitio de brunch para somar à lista em Portobello Road.

Founders Arms
Não estava muito convencida de que fosse necessário atravessar uma ponte e fazer 30 minutos de transportes para encontrar um bom pub em Londres, mas retirei o que disse nos primeiros 2 segundos em que lá cheguei. Eu apelidaria este pub como "the view" por razões óbvias. Imaginem agora o fim de uma tarde fantástica de sol e uma boa conversa acompanhada de uma selecção de cervejas de todo o mundo em cima da mesa. O jogo do Brasil perdeu todo o destaque visto naquele pub, não haja dúvida.

18 de junho de 2010

E o que acontece quando nos juntamos os 5?

Não sei. Mas é o que vamos ver este fim-de-semana. Isto promete com a chegada dos primos Melos a Londres!

Bom fim-de-semana

17 de junho de 2010

The Swan Lake

No interregno entre umas semanas de trabalho alucinante e o começo de outra saga de trabalho alucinante, lá tive tempo de ir (calmamente, sem atropelos e sobressaltos) ver um bailado e – imaginem lá a sorte – até consegui chegar a tempo de ver as duas partes dentro da sala, sentadinha no lugar pelo qual tinha pago.
Mais uma vez fiquei fascinada, incapaz de me segurar encostada na cadeira sossegada, na tentativa de absorver cada detalhe e não perder pitada. Fico sempre dividida entre apreciar o ritmo sincopado dos arcos dos violinos da orquestra ou o que se passa no palco, mas desta vez foi mesmo impossível ficar indiferente àqueles bailarinos (segundo a minha humilde opinião) tão fantásticos. Cinco estrelas para o local - Royal Albert Hall (http://www.royalalberthall.com/about/virtual-tour/default.aspx) – uma sala verdadeiramente de cortar a respiração.


16 de junho de 2010

E eu ate já tinha planeado fazer um post assim....

Se eu podia não estar presente no RIL 2010? Podia, mas não era a mesma coisa...


Não se pode ter tudo, olha! Boa sorte rapazes!

15 de junho de 2010

O dia em que fui à ópera

…e não cheguei a tempo.

Tinha comprado os bilhetes dois meses antes, depois de uns bons dias a pensar o qual, o quando e o quanto – já que escolher uma ópera não é assim por da cá aquela palha. Lá me decidi pela Royal Opera House e pela Le nozze di Figaro, de Mozart e afixei religiosamente no meu placard ao lado do computador o comprovativo do bilhete como quem não quer que se dilua no tempo a solenidade do momento. E embora o critério de escolha dos lugares tenha sido a fasquia dos 3 dígitos, até que ficámos numa localização bem digna e até diria que (o que) vi tão bem como aquelas senhoras de estola que se sentavam importantes na fila da frente. Tudo muito bem até ao dia em que o meu Outlook me relembra que dois dias depois é dia de ópera. E eu como personagem principal de uma das piores semanas profissionais da minha vida. Foram 3 dias de um jogo de cintura criativo para tentar convencer tudo e todos que naquela 4f eu não faria assim tanta falta a ninguém e que o mundo continuaria a ser o que é, ainda que eu cometesse a loucura de ir a uma ópera às 7 da tarde. E as minhas preces foram ouvidas, estava tudo a postos para a minha ida. Chegam as 6.30 e eu corro para o elevador, apresso a descida dos 25 pisos como posso, lanço-me loucamente em direcção ao metro por entre pessoas preguiçosas nas escadas e nos corredores, tentando evitar todos os factores externos que pudessem desacelerar a minha maratona. Chego – enfim – à ROH. O meu relógio marca as 7 em ponto. Disfarço a minha sofreguidão até à bilheteira – ainda tenho que levantar os bilhetes e não quero que se duvide sequer da minha legitimidade para receber os bilhetes e assistir à opera. Bilhetes em punho dirijo-me triunfante para a porta e eis senão quando um daqueles senhores que adora a profissão que tem (barrar a entrada de pessoas que já tiveram um dia de merda, se esforçaram tanto para chegar ali e acabam por morrer na praia) me diz que infelizmente o primeiro acto começou há 5 minutos e eu não posso entrar. (.....) Por melhor que eu escrevesse, não conseguiria descrever o que senti naquele momento. Raiva? Desilusão? Irritação? Tudo isso. Mas ainda tentei… "Vá lá, deixe-me lá entrar… tenho ideia que o meu lugar é assim num cantinho…ninguém vai dar por nada, prometo… pleaaaaaseeee", mas a minha esperança esvai-se quando os atrasados seguintes acatam serenamente a nega, ao melhor estilo britânico. E lá fui eu, furiosa na minha inconformidade lusa até um andar esquecido e pobre daquele belo edifício, assistir ao primeiro acto por uma televisão. Eu e mais uma dezena de totós como eu. Certamente advogados. Uma hora e meia a assistir à obra prima de Mozart pela televisão.
 
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